quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Poema de adeus III


 E também me encontro, após chorar,
pedindo à Deus que me conceda a morte
como quem consegue, num golpe de sorte,
ganhar milhões em uma loteria.
É tão horrível pedir para me acabar?
Eu sei que nada no mundo me reanimará,
que ninguém no mundo se importará
- e eu, de qualquer forma, morreria.
Peço apenas que se apresse esse dia.

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