Querido diário,
...E os dias passam como farsa.
Senti uma dor atroz, hoje. Dor que transpassou todas as esferas de mim. Dor anunciada e revirada do avesso.
Nunca estive tão próxima de um adeus.
Nunca.
Por muitos momentos, hoje, desejei que o ônibus se acidentasse ou que um carro desgovernado me atingisse.
Que me desse um mal súbito.
Que alguma coisa me matasse, sem que eu precisasse fazer nada para isso.
Por mais que eu queira morrer, não desejo o suicídio; não quero que ninguém me aponte como "mais uma suicida". Detestaria ser mais um dado nas estatísticas. O que eu queria era logo que chegasse a minha hora, e eu desaparecesse com a minha vida inútil, com minha futilidade.
Será tão difícil que Deus me conceda esse pedido?
Eu escrevo para que entenda, meu diário do desespero.
Só quero apelar pro pecado, se minhas orações falharem.
Se Deus não me conceder o desejo mais antigo e profundo da minha alma.
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